Os perigos da alienação parental
Enviada em 24/09/2020
A alienação parental é uma forma de abuso psicológico praticado contra os filhos. Nesse sentido, eles são induzidos por um dos pais a adquirir sentimentos hostis em relação ao outro cônjuge, por causa de uma separação conturbada, na tentativa de excluir um genitor da vida filial. É notório que tal ato acarreta distúrbios psicológicos nas crianças, além de favorecer a sua entrada no mundo das drogas e o distanciamento familiar. Logo, é necessário entender tais consequências e criar leis que protejam as crianças da alienação.
A princípio, valer destacar os distúrbios psicológicos causados por essa manipulação. Observa-se que as crianças podem desenvolver a Síndrome da Alienação Parental, a qual se manifesta pela difamação realizada pelos menores contra um dos genitores e surge no contexto de disputas deles. Desse modo, surgem sintomas como a baixa autoestima, ansiedade e depressão, além de gerar consequências a longo termo, como a dificuldade em manter relacionamentos felizes e estáveis e o acúmulo de sentimentos negativos e hostis. Portanto, é necessário que os familiares diferenciem as relações pais e filhos de quaisquer problemas de separação e conflitos.
Vale ainda ressaltar que esse tipo de abuso facilita a aquisição de vícios nos adolescentes e incentiva o distanciamento familiar. Nesta lógica, quando a pressão se torna muito intensa, os jovens recorrem ao álcool e às drogas, para aliviar a culpa e a dor que sentem pelo mal-estar dos pais. Ademais, com o exercício da manipulação, pode ocorrer uma ruptura na relação parental, quando os jovens percebem a má influência de seus progenitores.Pode- se citar a série One Tree Hill, em que os pais de Nathan passam por um divórcio turbulento, no qual recorrem à alienação parental a fim de conseguir sua guarda, mas o jovem pede a sua emancipação e vai morar só.Então, é preciso que os pais levem em consideração a saúde e segurança de seus filhos e evitem manipulá-los.
Diante dessa problemática, constata-se a necessidade de criar e aprimorar as leis relacionadas à alienação parental. Para tanto, cabe a cada Estado criar legislações específicas que punam os responsáveis por essa prática, em união aos órgãos de proteção da criança e do adolescente de cada país, com a participação de psicólogos e assistentes sociais que possam avaliar as condições da criança e dos progenitores , para evitar os prejuízos ao futuro dos menores e asseguram o sem bem-estar. Assim, será possível prevenir e solucionar tais conflitos sem prejudicar os descendentes, contribuindo para melhores relações familiares.