Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/09/2020
“Eu não consigo pensar em qualquer necessidade de infância tão forte quanto a necessidade de proteção dos pais”, a frase em questão do pensador Freud, relaciona-se com a problemática da alienação parental, tal que reflete essa sensação de falta de proteção nos filhos; cuja pode vir a gerar; tanto o afastamento entre a criança e o alienador, como desenvolver traumas psicológicos na vítima. Desse modo, têm-se a importância de destacar com mais ênfase essa dificuldade vivida por muitos.
Em primeira análise, deve-se entender as possíveis consequências no relacionamento de quem aliena com o padecedor. Sendo dessas, a perda da guarda, a principal, tal muitas vezes gerada pelo alienado sentir-se ameaçado com a situação, e por isso entrar com medidas jurídicas. Estando essa situação baseada no código civil, o qual no artigo 1.637 e 1.638, diz que: se comprovada o abuso em relação aos filhos, o pai ou mãe pode perder o poder familiar, o que fere o direito fundamental a uma convivência familiar saudável, desestruturando a criança.
Por segunda instância, coloca-se em pauta os traumas que vêm a surgir no paciente. A psicóloga Dione Zavaroni da Universidade de Brasília diz que:" A criança ou adolescente pode desenvolver sintomas desde uma agressividade, transtornos relacionado ao pânico, fobias, ou até mesmo depressão", cujos prejudicam diretamente o desenvolvimento emocional do jovem. Tendo esses distúrbios causas como o sentimento de abandono gerado a partir da manipulação ou do futuro afastamento obrigatório entre quem alienou e o prejudicado. Portanto, vê-se a necessidade de mostrar o quanto a alienação parental afeta maleficamente a criança.
Nesse ínterim, faz-se imprescindível a ação do Estado ter uma postura rígida em relação a alienação parental, considerando os males para a criança, e assim desenvolver um sistema de apoio, composto por psicólogos, psiquiatras, e pedagogos, para crianças e para os agente da alienação, juntamente à palestras para uma maior conscientização sobre tal assunto. Assim, sabe-se que a principal vítima é sempre a criança.