Os perigos da alienação parental

Enviada em 25/09/2020

A alienação parental consiste na interferência psicológica provocada na criança ou adolescente por um dos seus genitores contra outro membro da família que também esteja responsável pela sua guarda e vigilância. Diante desse acontecimento, se torna presente em domicílios, as desavenças e sentimentos negativos na criança em relação a determinado genitor, representando um grave problema físico e mental da vítima e muita das vezes falta de medidas  severas ao alienador dessa causa. Logo é necessário uma análise crítica e profunda acerca do assunto.

De acordo com  psicólogos e psiquiatras, quanto maior a intensidade da alienação parental maiores as consequências para o desenvolvimento da criança, que partindo de uma referência negativa de seu pai ou mãe seja alterado sua personalidade, tendo dificuldade no processo de identidade de gênero, identificação sexual, isto sem falar do sentimento de culpa, podendo desencadear inúmeros problemas como depressão, fobias, transtornos de ansiedade, dificuldades escolares e dificuldades de socialização. Na qual segundo o Instituto Brasileiro de Direito de Família IBDFAM, afirma que 72% dos adolescentes que cometem crimes graves e homicídios vivem em lares de pais separados e indicam também que crianças criadas sem a presença do pai têm duas vezes mais probabilidades de baixo rendimento escolar e podem desenvolver quadros de rebeldia a partir dos 6 aos 12 anos de idade.

Mediante a isso, os casos de alienação tendem a aumentar, visto que se deve ao fato da falta de punições severas e específicas para essa prática no Brasil, ainda que haja a lei 12.318, de 2010 afirmando que a alienação parental é uma interferência na formação psicológica da criança e sendo considerado crime, suas penalidades ainda são bastante controversas e  entre as pessoas. Conforme o Conselho Federal de Psicologia isso acirra os conflitos familiares e avaliam que a teoria da alienação parental carece de sustentação científica, ademais ao punir a alienação com o afastamento de um dos genitores, a lei seria contraditória, configurando um grave problema com as medidas tomadas.

Portanto, é necessário ações que minimizem a alienação, sendo responsabilidade do  Estado, na qual o Conselho Tutelar e Ministério da justiça criem estatutos específicos no combate a esse tema e que revoguem, realizando e melhorando novas leis e decretos mais rigorosos, com um consenso  geral da sociedade. Além de que as escolas fizessem um dia reservado aos pais, demonstrando as consequências e prejuízos que a alienação parental traz aos seus filhos e informando o psicológico e sentimento do filho.