Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/10/2020
Definido como um produto dos sistemas familiares e sociais , o indivíduo é configurado como um subsistema, frente ao estudo do psicólogo Ludwig Von Bertalanffy. Nesse âmbito, Bertanlanffy estuda o comportamento individual frente ao coletivo, afirmando que certas ações são pré-moldadas por esses grandes sistemas. Diante dessa perspectiva, evidencia-se, na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, a alienação parental e seus riscos. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática, que é motivada principalmente pela idealização da criança e pelos padrões sociais.
Primeiramente, é necessário entender que a alienação parental é uma prática realizada durante boa parte da história humana. Na obra do psicólogo Sigmund Freud,¨Introdução ao narcisismo¨ , o autor evidencia a expectativa que uma criança recebe ao nascer, e, por meio, da frase ¨Majestade , o seu filho¨, retrata a carga emocional já implantada no jovem antes mesmo dele saber falar. Frente a essa óptica, esse peso psicológico, realizado pelos pais, pode ser o responsável pelo desenvolvimento de doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade, visto que, devido a essa quebra de expectativa a o jovem sente culpa em não corresponder a vontade dos familiares. Ademais, um fato que comprova isso, é que segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a depressão possuí taxas maiores entre os jovens de 14 a 30 anos ,portanto, essa carga emocional possui ,indubitavelmente, negativas para a homeostase psíquica.
Em uma segunda análise, é importante salientar que os padrões sociais são os principais causadores da manipulação familiar. Dentro do campo de estudo da psicologia sistêmica, a sociedade atua como um sistema maior ,que seria responsável por influenciar a família e consequentemente a família o indivíduo. A partir disso, é transposto que os pais tendem a repassar para seus filhos aquilo que é visto como o ideal, como um emprego bom, fazer faculdade, ter um carro do ano, dentre outros preceitos que são externos e afetam diretamente na decisão individual.
Dessarte, diante do exposto, fica evidente que a idealização da criança e os padrões sociais impulsionam a alienação parental. Logo, cabe, as escolas ,como influenciadoras primárias de opiniões, por meio de oficinas de filosofa , demonstrarem para os jovens a importância de distinguir aquilo que lhes são externo , a fim de evitar a alienação dos pais.Ademais, cabe ao Governo Federal, por meio de debates em canais midiáticos de grande visualização, com profissionais das áreas dos cuidados mentais, transporem aos pais os riscos da pressão psicológica, com a finalidade de reduzir essa ação e os casos de depressão e ansiedade na juventude.