Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/09/2020

A alienação parental é um termo designado para relatar situações em que um dos familiares de uma criança ou de um adolescente induz noções pejorativas de um dos genitores, tendo como objetivo causar uma imagem desvirtuada para a criança ou adolescente. Esse fato tem se tornado presente em vários lares, devido ao aumento dos casos de divórcio, representando assim, um grave problema para a formação psicológica da vítima. Nesse sentido, faz-se necessária a análise dos perigos da alienação parental e suas possíveis soluções.

A princípio, quando um casal se divorcia de forma pouco amistosa, não é raro uma das partes, ou até mesmo as duas, utilizarem os filhos como objeto de vingança para atingirem seus antigos parceiros. Dessa forma, a vítima passa a servir de chantagem emocional, uma vez que, o pai ou a mãe, tenta influenciá-la a não gostar mais de seu outro genitor. A figura dos pais geralmente é a principal referência de mundo e de sociedade para os filhos. Logo, é importante proteger a criança dos conflitos e desavenças do casal, impedindo que eventuais disputas afetem o vínculo entre pais e filhos.

Além disso, vale destacar os impactos à saúde mental e física do menor. A manipulação da criança contra a relação com um dos genitores pode acarretar problemas como depressão,ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade. As crianças são a parte mais frágil de qualquer relação, por isso, manipular seus sentimentos e comportamentos dessa maneira tem consequências para o resto da vida. Sendo assim, a alienação parental pode ser caracterizada como uma forma de abuso.

Diante desse cenário, são necessárias medidas para reduzir os perigos e danos dessa prática. Portanto, o Poder Executivo deve ratificar a lei de alienação parental, por meio de fiscalizações em processos de guarda. Além das escolas orientarem os pais em processo de separação, quando notarem diferenças comportamentais do estudante, oferecendo ajuda psicológica à criança ou adolescente, e informarem a prioridade dos sentimentos dos menores. Dessa forma, a alienação parental poderá chegar ao fim.