Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/09/2020
Segundo o conceito elaborado em 1947 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social. Sendo assim, um jovem não está saudável se sofre abusos psicológicos como a alienação parental. Além disso, o ser em formação trata seus responsáveis como exemplo e pode reproduzir essa violência no futuro. Por isso, o alerta sobre os perigos da alienação parental deve ser feito.
Em uma primeira análise, o jovem submetido a essa manipulação pode desenvolver inúmeros transtornos mentais. Por exemplo, depressão e ansiedade, quadros esses que chegam a ameaçar a vida de uma pessoa ao acarretar pensamentos e comportamentos suicidas. Vale mencionar ainda o perigo de desenvolvimento de vícios, como o uso de entorpecentes e alcoolismo, por meio da ideia de escapismo de uma realidade prejudicial. Através dessas exemplificações, entende-se o motivo do julgamento de alienação parental enquanto crime.
Ademais, os responsáveis são exemplos para as crianças e adolescentes, e estes podem reproduzir tal violência no futuro. É válido lembrar que o alienador, ou seja, aquele adulto que pratica a manipulação, não é obrigatoriamente um genitor - podendo ser os avós, tios, padrastos e madrastas. Aliás, essa situação pode causar problemas sérios nas relações interpessoais de um indivíduo, levando a casos de isolamento, solidão e desconfiança. Portanto, o combate ao referido imbróglio é extremamente necessário.
Logo, a fim de auxiliar os afetados pela problemática, medidas precisam ser adotadas. Para isso, cada governo estadual deve estimular a ação de oficinas de conciliação por meio de investimentos anuais nesse setor. Pode-se planejar, inclusive, uma mudança no sistema de penalização para esse crime, tornando-o mais eficiente quanto à cobrança de multas e aplicação de medidas protetivas, evitando assim episódios de reincidência. Necessita-se, por conseguinte, de uma ação conjunta entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.