Os perigos da alienação parental

Enviada em 26/09/2020

No filme nacional “Minha Mãe é um Peça”, é mostrada os desafios de  Ermínia, uma mãe divorciada, que cuida de seus filhos no Rio de Janeiro. Mesmo tratando-se de uma comédia, a obra não deixa de mostrar as causas e consequências da alienação parental, no qual os conflitos entre ex-cônjuges e as decisões jurídicas tomadas em medida disso prejudicam, principalmente, os sentimentos e emoções dos filhos.

Como é comum na grande maioria dos casos de divórcio de pais no Brasil, não é dado voz aos filhos, que muitas vezes são forçados a ficar com um dos responsáveis que não há afinidade emocional, confiança ou amizade. A carência de uma boa relação parental traz muitos problemas psicológicos na juventude, que somadas a cobrança pela maturidade e ás novas experiências, podem até mesmo gerar doenças como a depressão, ansiedade e problemas de interação social, os malefícios dos tempos modernos.

Por outro lado, mas que também afeta diretamente os jovens, é o desenvolvimento de um possível trauma ou medo de relacionamentos e criação dos mínimos laços sociais. Muitos das crianças e adolescentes que são telespectadores de brigas e confusões entre pais separados podem acreditar que todo e qualquer relação pode transformar-se na mesma situação em que fora de seus pais, optando por uma vida solitária e com problemas sentimentais.

Para que a massa juvenil afetada pela alienação parental seja salva de um problema que nem é seu, medidas simples podem ser tomadas. O Conselho Tutelar juntamente com o IBGE, poderiam analisar e identificar situações de divórcios de pais e, além de dar voz aos filhos, dar suporte psicológico, com atendimento de profissionais no caso, a jovens que sentirem a necessidade. Dessa maneira, os problemas da alienação parental podem ser combatidos e amenizados.