Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/09/2020
“O Grito”, obra prima do pintor norueguês Edvard Munch, aborda a solidão, o medo e a ansiedade. Nesse sentido, ao destacar a alienação parental percebe-se que o estado psicológico das crianças, que sofrem com essa prática, assemelha-se ao estágio de melancolia e tristeza extrema retratado na pintura. É perceptível que esse ato pode ocasionar diversos distúrbios psicológicos aos filhos, frutos de uma separação conturbada dos pais, além de mudanças em seus comportamentos, logo com um futuro isolamento individual ou até mesmo a possível inserção dos jovens no mundo das bebidas e drogas, intervindo na formação do indivíduo. Desse modo, cabe ao Estado uma intervenção desses atos, a fim de protegerem as crianças e adolescentes da manipulação de seus pais.
Em primeira análise, é importante ressaltar os distúrbios psicológicos ocasionados nas crianças que sofrem com a alienação parental. Nota-se a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no que diz respeito a promoção de um ambiente emocionalmente estável ao público infanto-juvenil, porém a realidade se mostra o contrário do que prega a lei. Nesse viés, através da manipulação hostil por parte dos genitores, os filhos acabam por desencadear diversas doenças psicológicas tais quais a depressão e ansiedade. Ademais, pode-se afetar futuros relacionamentos desses jovens, já que há um acúmulo de sentimentos como tristeza e raiva. Logo, percebe-se o quanto a alienação parental pode ser perigosa e por isso deve ser combatida a fim de proteger o público em questão.
Vale ainda ressaltar, a mudança no comportamento das crianças e jovens que passam pela alienação, já que há uma interferência mental desses. A título de exemplificação, cita-se o documentário “A Morte Inventada,” no qual observa-se relatos de jovens que sofreram com a prática acima, que explicitam o quanto suas vidas mudaram totalmente após o divórcio conturbado dos pais e, com isso, procuram sua emancipação. Seguindo esse âmbito, os jovens acabam por procurar formas de aliviar sua dor e acham refúgio no mundo das bebidas e drogas. Com isso há um distanciamento familiar e um intenso isolamento dos filhos, o que é extremamente prejudicial a eles. Dessa maneira, cabe aos pais se conscientizarem e colocarem a segurança e saúde de seus filhos em primeiro lugar.
Fica claro, dessa forma, que os perigos resultantes da alienação parental são graves e necessitam ser combatidos urgentemente. Logo, cabe ao Estado criar legislações efetivas que punam os praticantes desses atos, juntamente com o Estatuto da Criança e Adolescente com auxilio de assistentes sociais e psicólogos, que sejam capazes de avaliar as reais condições de convivência entre pais e filhos, a fim de garantir o bem estar da população infanto-juvenil sem afetar seu futuro. Isto posto, os atributos negativos da obra “O Grito” não mais estarão presentes na realidade dos jovens hoje.