Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/09/2020

O filósofo John Locke, um dos pilares do iluminismo, defendeu o conceito de que cada ser humano é uma “folha em branco” que conforme as influências e conhecimentos adquiridos do mundo externo, começa a se moldar. É notório a relação desse pensamento ao meio familiar, considerando a influência dos pais no pensamento e no comportamento dos filhos que, em muitos casos, contribui para a sua manipulação e pode acarretar traumas profundos nesses indivíduos afetando sua saúde psicológica. Portanto, é necessário a discussão desse tema, a fim da saúde emocional de crianças e adolescentes que passam por essa situação.

A princípio, é importante ressaltar que, segundo o IBGE, 80% dos filhos de pais separados sofrem com alienação parental. Esse abuso ocorre de forma voluntária ou involuntária sendo causado, principalmente, pela falta de comunicação entre os genitores e a história do casal. A criança, que fica entre o conflito dos pais, é utilizada como um método de vingança, sendo submetida a brigas e chantagens emocionais. Em virtude disso, o filho acaba criando uma visão deturpada dos pais, afetando sua relação com ambos, tendo em vista que muitos dos genitores acaba criando uma repulsa da criança. Esse cenário vai de encontro ao direito fundamental da criança de conviver em um ambiente familiar saudável.

O psiquiatra Pierre Janet estudou sobre o subconsciente humano e descobriu que cada abuso e ofensa em geral, o cérebro absorve de forma inconsciente podendo afetar a confiança e autoestima. Esse estudo reflete em milhões de vítimas da alienação parental que sofrem com problemas emocionais devido aos conflitos e estresse ocasionado pela relação dos pais. No futuro, esse indivíduos podem sentir dificuldade de confiar em alguém e criar laços afetivos por conta da alienação parental que sofreram na infância. Nesse contexto, muitas pessoas são dominadas pelo medo que pode se agravar a uma depressão.

Portanto, são necessárias medidas para amenizar essa problemática. É importante que o Estado deixe as punições mais rigorosas, abordando, de maneira simples, que essa situação pode causar graves problemas para os jovens. Ademais, o Ministério da Educação deve colaborar com palestras e campanhas, com profissionais qualificados, com o objetivo de mudar o comportamento dos responsáveis, além de prover auxílio psicológico as vítimas. Assim, haverá um ambiente familiar saudável que colabore com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e organizada.