Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/09/2020
A obra cinematográfica " História de um Casamento" retrata a história de um divórcio que é caracterizado por um conflito de um casal pela guarda do filho e distanciamento dele com um dos pais, tendo como consequências o desgaste emocional da criança. Fora do cinema, a ocorrência da alienação parental é ,hodiernamente, bastante comum e possui diversas consequências principalmente para a prole do casal, como distúrbios psicológicos e deficiência nas relações interpessoais com o genitor alienado. Diante disso, é imprescindível o debate e adoção de medidas eficientes capazes de reverter tal entrave.
Em primeira análise, vale salientar que a negligência parental provoca nos filhos envolvidos desse contexto impactos psicológicos e emocionais que podem perdurar até a fase adulta da pessoa, contribuindo para o desenvolvimento de distúrbios graves posteriormente. Nessa perspectiva, de acordo com o advogado Eduardo Lowenhaut, especialista em Direito da Família, esse tipo de transtorno leva o indivíduo afetado a contrair problemas como depressão, insegurança, baixo autoestima entre outras mazelas, que podem resultar em sequelas permanentes. Fica evidente, então, a necessidade de realização de ações efetivas capazes de evitar a consolidação desse cenário.
Ademais, é importante salientar que a manipulação comportamental do progenitor alienante sobre a criança restringe ou até mesmo impede a consolidação de interações interpessoais do filho com o outro parente alienado. Nesse mesmo viés, essa realidade é amplamente analisada na obra cinematográfica " O Vencedor" que demonstra um pai pelo qual é impedido de falar com sua filha por proibição da mãe da garota, pelo fato de o pai ser um lutador de box. Assim, percebe-se a necessidade de medidas rígidas capazes de impedir a manipulação das relações interpessoais do filho com seu parente afastado, afim de promover o amplo desenvolvimento pessoal entre esses indivíduos.
Destarte, apresentados os entraves postulados anteriormente, é necessário intervir nessa realidade. Cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos promover campanhas voltadas a realização de publicidades capazes de estimular a denúncia por parte dos jovens afetados por consequências da alienação parental para que a opinião do mesmo seja ouvida e analisada da forma mais humanitária possível. Dessa maneira, a criança que sofre de tal circunstância não se sentira mais oprimido pelo parente alienador e poderá viver de forma melhor e mais saudável.