Os perigos da alienação parental
Enviada em 27/09/2020
O campo de batalha
A alienação parental descreve situações nas quais o genitor (mãe, pai ou avós) estimulam a criança a repudiar o outro, impedindo-a de ter uma relação saudável com o genitor alienado. Essa pode ser praticada por ambos os lados, o que expõe o filho a um verdadeiro campo de batalha. Porém, o que a torna ainda mais perigosa é a sua forma de propagação quase que imperceptível e os danos que causa aos infanto-juvenis. Logo, é mais do que necessária uma medida de conscientização do problema.
A princípio, é um processo feito com sutileza. O alienador implanta gradativamente uma imagem negativa do alienado na memória da criança, e na maioria dos casos com o pretexto de proteção ou como objeto de vingança. Esse comportamento está intimamente ligado a divórcios estabelecidos em maus termos, quando não houve um consenso entre as duas partes. E segundo o censo do IBGE de 2018, a taxa de divórcios era de 2,48% e com tendência de aumento, consequentemente, casos de alienação tendem a aumentar também. Portanto, é esperado uma conciliação entre os pais nesses casos.
Em segundo plano, a maior vítima é o desenvolvimento do infanto-juvenil e sua saúde mental. Seguindo o raciocínio freudiano da psique humana e relacionando-o ao parágrafo anterior, as informações e situações infortunas vivenciadas pelos jovens serão armazenadas em seu inconsciente compondo os traumas. Consequentemente, esses medos e lembranças se desenvolverão em doenças psíquicas que interferem tanto na saúde quanto na relação social do indivíduo. Ou seja, os pais nem imaginam o mal que causam aos filhos expondo-os a esse ambiente. Desse modo, tem-se a importância de um acompanhamento psicológico para todos.
Em suma, a alienação parental é um assunto muito delicado e importante para discussão. O Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Justiça, deve criar um projeto de conscientização do tema por meio de palestras nos ambientes escolar e de trabalho. Para que crianças, adolescentes e adultos se mantenham informados e a identificação de casos seja facilitada, assim como o tratamento. A partir disso, será possível minimizar o empecilho e melhorar o futuro para os jovens que são os mais afetados.