Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/09/2020

Zygmunt Bauman, sociólogo, abordou em sua obra “Cegueira Moral” a teoria da modernidade líquida onde muitos não se importam com os outros e prezam o individual. Nesse cenário, tem-se a alienação parental onde muitas desavenças geram crises psicológicas nas crianças, além de persuadir a imagem dos genitores. Diante disso, é fundamental a discussão desses fatores para que todos sejam ouvidos.

Em primeira análise, deve ser levado em consideração os sentimentos da criança que está sendo disputada. Esta em situações gerais se encontra numa pressão psicológica ao ver seus responsáveis brigando e pode desenvolver muitos problemas como crises de pânico, ansiedade, depressão. Por exemplo, retomando a teoria de Bauman, os seres apenas ligam para o individual, assim muitos pais acabam não se importando com os sentimentos de seus filhos. Dessa maneira, faz-se necessária a reversão deste quadro.

Em segunda análise, considera-se a atitude da persuasão vinda dos pais. Algo muito comum em alienação parental são as desqualificações entre os parentes, e assim se rebaixam mudando a visão da criança em relação ao pai ou mãe, fazendo aquela criar uma imagem falsa de sua família. Por exemplo na novela Salve Jorge onde Antonia e Celso brigavam por sua filha se desprezando e gerando muita tristeza na criança. Com isto, é preciso reverter tal situação.

Conclui-se que medidas devem ser tomadas para que os problemas apresentados venham a cessar. Analisando tais fatores, se faz necessário a atuação do Ministério da Família que garanta a participação de psicólogos na saúde da criança e dos pais até o final do processo judicial. Estas ajudam o principal indivíduo afetado em toda a discussão, o jovem, a se situar mentalmente com auxílio tanto profissional, quanto parental.