Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

Abordar relacionamentos nunca foi fácil, e é possível que com o passar do tempo tenha se tornado um assunto cada vez mais complexo. Ao fim deste, são esperados sentimentos ruins quanto ao outro ou, em piores casos, más condutas contra o antigo parceiro, e as crianças de muitos casais acabam por tomar o papel de uma arma para atingir profundamente, polida e afiada com a alienação parental.

Segundo o psiquiatra infantil Richard Gardner, a alienação parental é a “programação” de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo sentimentos ruins em relação a este. Com o objetivo de manter o controle sobre a criança, o “genitor programador” pode causar problemas psicológicos além da própria alienação, como timidez excessiva, problemas de concentração, indecisão exacerbada e, em piores casos, dependência química, estresse, ansiedade e depressão. Entretanto, não devem ser comparados com aqueles que o genitor afetado pode apresentar pela simples falta de sua prole, que pode, em piores casos, levar ao suicídio.

Por se tratar de um tema delicado, infelizmente a hipótese de algumas pessoas utilizarem o tema para livrarem-se de acusações, quando o caso nem sequer existe, para impedir com certeza o contato do filho com o outro ou, como em muitas outras situações dentro da esfera jurídica, sem nenhum outro motivo além de ganhar algum tipo de destaque, sendo a mais comum e grave de abuso sexual. Anteriormente ao governo de  Luiz Inácio Lula da Silva, constava pena de prisão em caso de falsas denúncias, mas foi vetada.

Tratando-se de um quadro grave como tal, é de suma importância que, para prevenção de possíveis falsas denúncias, a pena de prisão retorne ao artigo. Além disto, o acesso a psicólogos e psiquiatras qualificados para aqueles afetados pela alienação parental torna-se necessário uma vez que é comprovado, sendo possível campanhas do próprio governo ou ação de ONGs para famílias carentes ou logo após a separação para remediá-la.