Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/09/2020
No documentário “A morte inventada” são relatados diversos casos de crianças e adolescentes que passaram por alienação parental após o divorcio de seus pais e os impactos causados em suas vidas. Primeiramente é necessário entender que alienação parental consiste na manipulação, vinda de algum dos responsáveis pela criança, com o intuito de fazer com que esta se afaste do outro responsável. Portanto, toda essa situação causa diversos traumas no futuro desses jovens afetados que podem levar a problemas como: ansiedade, depressão, enurese noturna e ate mesmo infecções devido ao estresse excessivo.
Exordialmente, é de suma importância citar que os jovens da geração z apresentam cada vez mais tendências a terem problemas na saúde mental, como mostra um estudo feito pelo Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes no qual foi apontado que 13% das pessoas entre 6 e 16 anos tinham transtornos mentais e entre os mais prevalentes estavam ansiedade e depressão. De tal modo fica evidente que a alienação parental apenas agravará ainda mais as chances desses adolescentes desenvolverem estes distúrbios, que afetam de maneira extremamente prejudicial o dia a dia dos mesmos.
É relevante ressaltar também que a lei 13.431 considera crime a alienação parental, sob pena de no máximo 180 dias, nos casos mais graves.Todavia as consequências desses atos na vida adulta das crianças e adolescentes vai muito além do que a prisão de um de seus responsáveis, visto que esses desenvolvem diversos problemas de confiança e até mesmo de saúde, tanto mental, como já citado anteriormente, quanto física. Para o filosofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, portanto como espera-se que uma criança cresça bem se o que lhe foi dado como educação tinha por base o ódio e a desconfiança?
De tal modo, fica claro portanto que a alienação parental é extremamente perigosa e prejudicial para as crianças e adolescentes e precisa ser combatida. Logo, a fim de diminuir os casos, faz-se necessário a intervenção do Estado por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente para que os processos desse tema sejam abordados e punam os envolvidos. Ademais, é preciso dar a devida atenção para que os jovens que já passaram por essas experiências tenham o devido apoio, por meio de psicólogos e psiquiatras, visando diminuir os impactos negativos causados em suas vidas.