Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/09/2020
Nascem de uma paixão e crescem no ódio: essa é a síntese biográfica da maioria dos filhos de pais separados. As crianças e os adolescentes estão em formação psicológica, logo, não compreendem as brigas entre os seus progenitores, assim, os filhos ficam confusos e à mercê dos acontecimentos, podendo ser facilmente manipulados. Crescer em um ambiente bélico ocasiona, para os filhos, efeitos múltiplos e variados, sobretudo, no que tange transtornos comportamentais que os abalam.
Filhos manipulados para servirem de instrumento de vingança pelo término de um relacionamento matrimonial são vítimas de abuso psicológico. Estima-se que 80% dos filhos de pais separados já foram vítimas da alienação parental. Usam da fraqueza de seus filhos para os pôr de contra o ex-cônjuge, o que lesiona mais os filhos do que o próprio desafeto, portanto, fere-se o direito fundamental da criança e do adolescente que é viver em uma convivência familiar saudável.
Não é benígno, para o desenvolvimento da prole, que se viva em um ambiente permeado por ressentimento e raiva, afinal, esses sentimentos acabam por refletir nos filhos, mesmo que eles não sejam culpados por nada. Forma-se, com esse enredo, a receita exata para o estabelecimento de transtornos comportamentais, o que pode provocar sérias consequências na vida presente e futura dos filhos.
Não há ex-pai ou ex-mãe, portanto, um filho não deve ser manipulado para tratar mal um ou outro, principalmente, porque ele seria traumatizado por essa ação. É plenamente possível haver uma separação que não interfira na formação dos filhos, onde o equilíbrio e união devem ser imperativos imutáveis. Para evitar a alienação parental, dever-se-ia, através da justiça, obrigar a frequente ida das partes envolvidas (pais e filhos) aos consultórios de terapeutas familiares, pelo menos, até que o profissional responsável constate a plena harmonia entre todos. Não fomentar a alienação parental é respeitar o direito dos filhos e não marcá-los com o ferro do ódio.