Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/09/2020
O escritor Oscar Wilde, em seus pensamentos, alertava sobre o fato de não haver influência boa. Consoante a isso estão os perigos oriundos da alienação parental, dentre os quais se tem por principais a perpetuação dessa prática e os danos psicológicos que sofrem os jovens. Tratando-se, pois, de um risco à saúde mental da sociedade, tal situação requer imediata intervenção que mitigue essa problemática.
Precipuamente, faz-se necessário destacar o caráter cíclico que essa manipulação apresenta. Análogo a tal questão está o mito grego de Cronos que, sob influência da mãe, assassina o pai e acaba por sofrer o mesmo destino pelas mãos de seus filhos. Dessa forma, observa-se que esse comportamento tende a ser levado adiante pela prole, prejudicando mais gerações. Logo, tal conduta passa a apresentar proporções ainda maiores, afetando múltiplos indivíduos no decorrer dos anos.
Soma-se ao supracitado a influência que a situação a que os filhos são expostos tem sobre sua saúde. Sob esse ponto de vista, Freud afirma que o amor é necessário para não adoecer. Nesse sentido, privada de afeto e lançada a um constante conflito, a criança pode desenvolver mazelas psicológicas, prejudicando seu bem-estar. Assim, o impacto negativo advindo da vivência em um ambiente familiar caótico penetra no âmbito emocional da pessoa, agravando o quadro.
Tendo-se em vista o exposto, é clara a real magnitude das questões relacionadas à alienação parental. Retomando assim Oscar Wilde, elucida–se que “a melhor de tornar as crianças boas, é torná-las felizes”. Partindo desse ponto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, introduzir nas escolas aulas de educação emocional. Dessa maneira, espera-se tornar o povo brasileiro mais responsável e empático quanto a questões relacionadas à saúde mental do próximo.