Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

Alienação psicológica

O filme “Uma babá quase perfeita” trata-se de um pai que está passando por uma fase muito complicada, está divorciado e sem emprego. Impedido pela ex-esposa de passar mais tempo com os filhos, ele tem uma ideia inusitada para recuperar a relação com as crianças. Um aspecto muito importante na alienação parental é o divórcio e o outro é o afastamento do convívio social entre pais e filhos, portanto, entende-se que é comum a criança desenvolver alguns comportamentos intoleráveis desde a infância.

Infelizmente, nem todas as famílias conseguem se entender e dialogar de maneira positiva, muitos casais que chegam ao divórcio acabam entrando em uma disputa e fazem os filhos de arma. “Os filhos tornam-se instrumentos de vingança, sendo impedidos de conviver com quem se afastou do lar. São levados a rejeitar e a odiar quem provocou dor e sofrimento”, é o que confirma Maria Berenice Dias (2013, p.78).Como consequência, o filho influenciado ou alienado, pode apresentar sentimentos constantes de raiva, tristeza, mágoa, ódio, contra o outro genitor e sua família; se recusar a ter qualquer comunicação com o outro genitor e familiares; guardar sentimentos negativos, exagerados ou não verdadeiros com relação ao outro.

Dessa forma, O alienador tem apenas o único propósito de ver seu filho odiando o outro genitor, não importa o que a criança sinta. A referida lei 12.318 ao tratar, da síndrome da alienação parental, fortalece o direito fundamental a convivência familiar, regulamentado no capitulo III do Estatuto da Criança e do Adolescente, que fala do convívio com ambos os pais. O correto seria assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas.

Conclui-se que o ideal é procurar ajuda especializada e tentar de todas as formas mostrar, a quem está alienando, que esses atos são extremamente prejudiciais a formação psicológica da criança ou adolescente,é necessário observar o filho em situações como essa e, ao perceber que existe o problema.Tudo para preservar a integridade dos filhos. A alienação parental já está prevista em lei, justamente para questão de proteção. Porém, cabe aos pais e demais familiares, o cuidado para perceber quando este tipo de assédio moral passa a ocorrer.