Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

“Nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”. Essa frase, do psiquiatra e escritor Augusto Cury, remete sem dúvidas à ideia de alienação, que tem sido um problema para a sociedade há muito tempo. Atualmente, no entanto, essa situação ocorre principalmente em famílias, em que os pais alienam os filhos. Isso pode causar sérios problemas que atrapalham o desenvolvimento socioemocional ou mesmo psicológico dos alienados e é, portanto, um problema seríssimo.

Primeiramente, o quesito socioemocional de uma pessoa é muito influenciado por sua vida antes da maioridade. Dessa forma, uma relação conturbada entre os progenitores/pais pode prejudicar esse desenvolvimento, afetando todas as relações interpessoais do indivíduo afetado e a forma como ele enxerga o mundo, podendo fazer com que tenha sérias dificuldades em empatizar com outras pessoas em seu convívio. Percebe-se, portanto, que a alienação é mais uma forma de “abuso de incapaz” e deve ser tratada como um problema do mesmo nível.

Concomitantemente à questão do desenvolvimento emocional, há a variação mental. Assim como a previamente abordada, ela sofre sérias influências do convívio familiar. Um ambiente parental perturbado pode servir como “gatilho” para diversos transtornos. Por exemplo, de acordo com o psicoterapeuta Carlos Florêncio, durante o período de isolamento social por prevenção contra o Covid-19, alguns problemas como depressão ou postura bipolar podem aparecer em crianças. Nesse caso, em qualquer família. Em um lar conflituoso, entretanto, não há dúvidas de que a situação será muito pior para a criança, demonstrando mais uma vez a gravidade da situação.

Desse modo, é possível perceber os danos que a alienação causa. Deve-se ressaltar, no entanto, que esses são apenas alguns deles, além não apenas as crianças sofrerem com isso, mas também os país que sofrem a alienação, que também são suscetíveis a depressão, por exemplo. Dessa maneira, sabe-se o que é necessário: o Ministério da Educação deve, a partir de investimentos em campanhas, criar programas para auxiliar filhos de casais em processo de separação. Além disso, tal Ministério deve, em conjunto com o Ministério da Justiça, instruir os tais casais, para que haja o mínimo de danos possível na cisma, e que o mal mencionado seja extinto de vez.