Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/09/2020
No filme ‘‘O armário de Jake’’, é retratada a história de um garoto de 7 anos que convive em um ambiente familiar caótico, onde seu pai não é presente por conta do trabalho e sua mãe é emocionalmente instável, não lhe dando atenção. Essa relação desestruturada leva os pais de Jake a se divorciarem e sua mãe propaga sentimentos de ódio e repulsa na cabeça da criança, em relação ao pai. Paralelamente, nota-se que o exemplo de Jake é apenas um entre diversos casos de alienação parental, em que a criança é emocionalmente manipulada para que um dos seus pais se vinguem do outro genitor. Destarte, é mister que as causas da problemática sejam avaliadas e mitigadas.
A síndrome da alienação parental é nada menos que um abuso psicológico provocado pelo pai ou pela mãe, utilizando o filho como alívio vingativo, devido uma separação ou divórcio. Nessa situação, um pai tenta excluir o outro genitor da vida da criança ou adolescente, difamando, proibindo visitas, controla o tempo que o filho passa com o parente, faz falsas denúncias, de modo que manipula o emocional do fruto do ex-casal. Essa síndrome, causa enormes sequelas psicológicas que muitas vezes não são tratadas por ser um tema familiar e pessoal não muito discutido, além de ser uma situação de abuso em que a vítima não percebe por um longo tempo que está presa nele.
Sob essa perspectiva, a criança, em meio a um ambiente de dúvida e desorientação, não sabe como agir diante da tortura psicológica que está sofrendo e corre riscos de desenvolver depressão, ansiedade e dificuldade de se relacionar com outras pessoas. Consequentemente, há altos riscos de que elas, ao chegarem na adolescência e juventude, se envolvam com álcool em drogas por terem sido os únicos meios de aliviar a culpa e a dor que sentem — mesmo que inconscientemente — pela desunião entre os pais, seguindo assim a lógica de Freud de que ‘‘O pensamento é o ensaio da ação’’.
Mediante os fatos expostos, é de suma importância que o Governo em parceria com o Ministério da Justiça e Ministério da Saúde, ofereça obrigatoriamente apoio emocional com psicólogos, tanto para o ex-marido quanto para a ex-esposa que tiveram filhos juntos, ao ocorrer o divórcio no Cartório ou na Justiça, visto que a manipulação dos filhos é causada por uma fraqueza emocional dos pais, sendo extremamente necessário o tratamento materno e paterno. Esses psicólogos devem instruir os pais a respeito da Síndrome da Alienação Parental, e fazer o devido aconselhamento, premeditando e evitando possíveis abusos psicológicos com os filhos para melhor convivência familiar.