Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

A alienação parental é como a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo, a partir de então, sentimentos de ódio e rejeição por ele, e externando tais sentimentos. Esse fato tem se tornado assíduo em diferentes lares do brasil, representando um grande problema para o desenvolvimento físico e mental da vítima.

É relevante destacar os impactos à saúde mental e física do menor. Nesse sentido é necessário pontuar que a manipulação da criança contra a relação com um dos genitores pode acarretar problemas como depressão infantil, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade. Desse modo, é possível identificar a gravidade dessa problemática que exige medidas legislativas de intervenção para diminuir sua incidência no país.

Em detrimento dessa questão, é de grande importância ressaltar um dos principais perigos dessa temática, a falta de punições específicas para esse tipo de prática no Brasil. De tal forma, mesmo havendo constituição como a Cidadã de 1988 que assegura a proteção à infância e à adolescência, ainda não há a presença de leis definidas que condenem os casos de alienação parental. Logo tornando muito presente essa conduta na atualidade.

Frente a essa realidade, torna-se evidente, portanto, que o Estatuto da Criança e do Adolescente tome as devidas providências juntamente com o poder legislativo para criar leis visando  assegurar a proteção à infância e à adolescência dessas vítimas, como leis que promovam sanções afetivas, como o distanciamento do abusador da vítima, e financeiras, com a instituição de multas afim de minimizar e acabar com esse crime no país.