Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

A série “One Tree Hill” retrata o divórcio conturbado de Dan e Deb, na qual o filho do ex-casal passa a viver em um ambiente de disputa e torna-se um objeto de vingança entre os genitores. Análogo à cinematografia, a alienação parental é uma prática cada vez mais comum que representa uma série de perigos aos jovens. Assim, a perpetuação desse cenário negativo, pode provocar problemas psicológicos e dificuldades de esses possuírem relacionamentos saudáveis.                                                               Evidencia-se, em primeiro plano, que como a criança alienada não sabe como reagir diante da tortura psicológica que está passando, pode ter a sua saúde mental abalada e desenvolver doenças como a depressão, afirma a psicanalista Cristiane Martin. Além disso, os filhos correm um risco maior de recorrerem ao álcool e às drogas, em uma tentativa de aliviar a culpa e a dor que sentem pelo mal-estar entre os pais. Logo, é substancial a mudança desse quadro.                                                                                    Outrossim, é imperativo pontuar que as pessoas que foram alienadas pelos seus guardiões possuem problemas nas relações interpessoais. A título de exemplificação, pode-se citar o personagem Colin, do livro “The Chase”, em que este sofreu alienação pelos seus dois progenitores por toda a sua infância e como consequência disso passou a ter dificuldades para se expressar e manter relacionamentos duradouros. Dessa maneira, é clara a necessidade de que os filhos não sejam usados como intermediários para a resolução de problemas dos adultos.                               É fundamental, portanto, que medidas sejam tomadas para que a problemática debatida não se mantenha. Para tanto, é mister que o ECA(Instituto da Criança e do Adolescente) cumpra com o seu propósito de fazer com que essas sejam protegidas em um ambiente emocionalmente estável, aumentando a fiscalização sobre os casos de denúncia de alienação parental. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Justiça determine a guarda partilhada, como forma de diminuir os casos da adversidade citada.