Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/09/2020

O Documentário “A Morte Inventada”, de 2009, aborda a problemática da alienação parental. Ademais, Alienação parental trata-se da manipulação psicológica da parte de um dos genitores de uma criança a fim de dificultar o contato dela com seu outro genitor e fazer com que ela tenha certo menosprezo por ele. Dessa forma, é evidente que o problema supracitado deixa graves sequelas emocionais em ambas as partes, tornando-se necessária uma análise aprofundada do mesmo.

Primeiramente, é necessário compreender a principal origem da alienação parental: o divórcio. Embora a Constituição Federal considere tal problemática crime desde 2010, após um término desamigável do casamento entre os pais de uma criança, é um comportamento comum a pessoa que possuir a guarda dela negligenciar a presença do outro responsável como forma de vingança, o que pode fazer com que o rebento tenha rancor de seus dois genitores. Desse modo, campanhas a favor da Guarda Compartilhada começaram a surgir desde então, sendo a manifestação “Sou Filho da Mãe, Mas Eu Tenho Pai!”, que contou com o apoio de atores da Rede Globo, uma das mais populares.

Além disso, o principal perigo trazido pela alienação parental é a chance altíssima de a prole desenvolver distúrbios mentais como ansiedade e depressão. O medo de abandono e a ansiedade social são problemas muito comuns entre pessoas que cresceram sem a presença de um de seus pais, na arte, é possível apontar a personagem Asuka Langley da animação japonesa Neon Genesis Evangelion (1995) como um nítido espelho ao tipo de comportamento que a alienação parental pode projetar em alguém. Nesse sentido, torna-se claro que oferecer acompanhamento psicológico tanto para a criança quanto para o casal recém-separado é uma questão de saúde pública.

Entende-se por isso que a alienação parental é uma questão que ainda assola muitas famílias no Brasil e no mundo, trazendo sequelas gravíssimas para pessoas que tiveram que crescer cerceadas por ela. Em contraste, medidas como a criminalização deste tipo de comportamento já vêm sido tomadas, no entanto, pouco respeitadas. Assim, é necessário que o Ministério Público invista na divulgação da existência deste crime e forneça acompanhamento psicológico para as pessoas que passaram ou estão passando pelo mesmo.