Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/09/2020
O filme estadunidense “Treinando Papai” evidencia a história de vida de Peyton, uma garota de 8 anos que nunca conheceu seu pai, um esportista deslumbrado pela fama e que acreditava-se incapaz de educar uma filha. Contudo, na contemporaneidade, especificamente sob a iminência da banalização da figura do procriador na educação infantil, a alienação paternal, é caracterizada pela abandono total, ou parcial, da prole em detrimento da falta de penalizações legais efetivas para praticantes de tais atos. Sendo assim, sobretudo, em razão de seus riscos, essa problemática precisa ser combatida, a fim de não lesar os impactos dos jovens cidadãos em seus comportamentos perante a sociedade.
Primeiramente, a ausência de pressão social perante o homem facilita situações de abandono paterno. Visto que, analogicamente, tal argumento pode ser exemplificado por mais de 5 milhões de crianças, como informa o CNJ, que não possuem o nome do pai na certidão de nascimento e tornam-se representação de uma construção falha que acoberta irresponsabilidades masculinas. Logo, o cenário demonstra uma falha sistemática que necessita de reparações para além do judiciário
Ademais, a presença ativa de uma figura paterna pode evitar que aquela criança demonstre desvios comportamentais no futuro. Bem como, é mostrado por Paul Hepburn, em seu livro “O novo papel do pai”, garotas que possuem o acompanhamento paterno tendem a atingir maiores graduações, sendo isso, um fator diretamente ligado a diminuição de outras problemáticas, por exemplo, analfabetismo funcional, ou dependência química. Portanto, conclui-se, que a alienação paternal são de fortes impactos, psicológicos e afetivos, que precisam, urgentemente, serem combatidos.
Por conseguinte, tendo em vista os perigos da alienação paternal, impede ao Ministério da Saúde, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, criar projetos que, instruam sobre o papel e influencia de ambos os genitores em relação ao desenvolvimento da criança. Tais projetos devem contar com recursos derivados de tributos arrecadados posteriormente, e associar-se com profissionais da saúde, como assistentes sociais, psicólogos e terapeutas especializados a fim de auxiliar no cenário familiar brasileiro. Dessa maneira, situações como a da menina Peyton não farão mais parte do cotidiano nacional.