Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/09/2020

Relações familiares e a manipulação parental

A alienação parental é caracterizada pela interferência na formação psicológica do infanto-juvenil, através da indução do jovem para que repudie um dos genitores ou aquele que cause prejuízo ao estabelecimento de vínculo para com o alienador, causando diversas sequelas tanto para a formação da criança quanto para o futuro de suas relações com seus supervisores.

A priori, é importante citar as consequências para o psicológico da criança, que posteriormente pode apresentar sinais de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e dificuldades para estabelecer relacionamentos. Isso refletiria diretamente em diversos aspectos de sua vida e cotidiano, como o rendimento escolar e suas habilidades de interação. Além disso, há a possibilidade de os comportamentos manipuladores serem repetidos pelo jovem, considerando que, de acordo com Freud, as relações familiares constituem um dos pilares na formação das pessoas, contribuindo essencialmente para a composição de seu caráter.

Ademais, a falta de suporte após a exposição a brigas e atitudes manipuladoras e formadoras de uma visão distorcida do outro parental, também prejudica o crescimento do indivíduo, considerando os traumas carregados e não trabalhados dentro do infanto-juvenil.

Diante dos argumentos supracitados, é possível mencionar a necessidade de maior suporte para as crianças e jovens afetados nas variadas situações consideradas como forma de alienação parental. Dessa forma, é imprescindível a formulação de leis mais rigorosas que sustentem e verdadeiramente defendam as crianças expostas a essas situações e o oferecimento de auxílio psicológico com especialistas, através de políticas públicas disponibilizadas por ações governamentais.