Os perigos da alienação parental

Enviada em 23/10/2020

De acordo com o psiquiatra estadunidense Richard Gardner, a alienação parental ocorre em um contexto de disputas de custódia da criança, quando um progenitor - deliberada ou inconscientemente - tenta afastar a criança do outro. Infelizmente, tal processo gera consequências prejudiciais na vida do indivíduo infantil, podendo levá-lo a desenvolver problemas à nível psicológico. Com efeito, deve-se debater sobre os perigos do conflito entre pais, bem como os frutos negativos que estes causam na desenvoltura de seus filhos.

Em princípio, é mister compreender que a infância se constitui como um período fundamental no desenvolvimento humano, dado que a criança absorve os comportamentos do meio em que está inserida. Consoante ao filósofo empirista John Locke, o ser humano nasce como uma “tábula rasa”, isto é, tendo a sua mente como uma “folha em branco”. Nesse sentido, o contato familiar transfere suas qualidades para o indivíduo, gerando características na sua personalidade e no seu aparato cognitivo. Em contrapartida, infere-se que quando o núcleo doméstico apresenta configurações de desentendimento e divisão, os pais acabam transferindo tais aspectos para seus filhos, fazendo com que estes tenham uma maior tendência a apresentar patologias neuronais, como ansiedade e depressão.

Consequentemente, sabe-se que os danos causados às crianças envolvidas nesse processo influencia diretamente a sua estrutura cognitiva, tornando-as vulneráveis a problemas mentais. Conforme a revista “Gaúcha ZH”, filhos cujos pais são divorciados são mais propensos a sofrer de ansiedade, solidão, baixa autoestima e tristeza. Dessarte, é possível estabelecer uma ligação direta entre os divergências entre genitores e o resultado que as mesmas causam na vida de seus descendentes; assim, fazendo-se necessário uma intervenção que auxilie indivíduos vulneráveis que enfrentam tais eventos.

Evidencia-se, portanto, que a alienação parental representa um vetor de problemas na vida das crianças, destarte, sendo preciso ampará-las mediante tais acontecimentos. Para isso, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), em parceria com a Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP), deve apoiar filhos em situação de brigas entre progenitores, por intermédio de projetos de ajuda emocional infantil e acompanhamento psicológico especializado, aspirando socorrê-las mediante casos de patologias neuronais e protegê-las ante a episódios de abuso psíquico. Com efeito, tais procedimentos tornarão possível uma melhor desenvoltura do indivíduo infantil que se encontra na ocasião supracitada, possibilitando que o mesmo seja sustentado e defendido.