Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/10/2020
A alienação parental é a prática em que os pais ou responsáveis pela tutela da criança induzem de alguma forma o pensamento, ou comportamento da criança em prol de um conflito que coloque o mesmo contra outro familiar. Segundo Focout, o poder sutil é algo comum a ser visto na sociedade, no qual, por meio de uma posição superior o outro individuo é alienado ou induzido a ser dominado, e isso acontece bastante nos lares brasileiros, no que tange a alienação parental no Brasil. Dessa forma cabe avaliar as principais causas que ocasionam essa problemática, que é a falta de fiscalização e penalização sobre os infratores, e as consequências, como problemas psicológicos nas crianças.
Antes de tudo, é lícito que a falta de impunidade e fiscalização são fatores cruciais para a ocorrência desse entrave. A esse respeito, apesar do Estatuto da criança e do adolescente( ECA) resguardar todos os indivíduos que ainda não atingiram sua maioridade (18 anos), grande parte da lei existe apenas no papel, e casos de alienação parental que passam despercebidos pelas autoridades são vistos com frequência nos lares brasileiros. Assim, para que o problema seja combatido, é preciso de maior empenho das autoridades, como o ministério da família, uma vez que é o seu papel zelar das crianças brasileiras.
Ademais, convêm ressaltar que a vida das crianças afetas pela alienação parental sofre grande impacto negativo, visto que seus pensamentos e atos ainda estão sendo desenvolvidos. Nesse contexto, de acordo com o psicanalista Froid, toda criança em seu estado de latência desenvolve valores e comportamentos de acordo com o convívio com as pessoas mais próximas, tendo grande parte das características moldadas e espelhadas de acordo com seu país e familiares. Logo, se vê que essa ato de alienação é totalmente perigoso, pois todo o desenvolvimento da criança será prejudicado, de forma que o mesmo aprenderá práticas inadequadas durante se crescimento físico e mental, o que pode acarretar graves problemas psicológicos.
Portanto, diante dos fatos, urge que ações sejam tomadas para combater esse mau maior. Dentre elas, é preciso que o poder legislativo, em conjunto com o judiciário, enrijeçam leis e punições aos infratores da ação abordada, por meio da ampliação de disque denuncias, para que através do exemplo e da denúncia o agressor possa saber que não passará impune e despercebido. Além disso, cabe as organizações que zelam dos direitos da criança e do adolescente, como o ministério da família, a criação de uma rede de voluntários com médicos e psicólogos, cuja através de palestras e consultas voluntárias teriam o intuito de ajudar as crianças a superarem todo esse transtorno caótico.