Os perigos da alienação parental

Enviada em 06/10/2020

Alienação parental é a interferência na formação psicológica da criança induzida por um responsável ou autoridade, e na maioria dos casos, prejudica o vínculo do dependente com o genitor. Essa prática fere o direito da criança de convivência saudável familiar, podendo até violar os seus direitos fundamentais mais básicos. É notório que esse ato causa diversos distúrbios psicológicos aos filhos o que ocasiona mudanças de comportamento, seguindo os ideais influenciados pelos responsáveis e, muitas vezes, os tirando dos eixos do padrão de sociedade.

Sobre isso, de acordo com o livro “O novo papel do pai” de Paul Hepbrun, mostra que as garotas sendo criadas apenas pelo genitor masculino atingem um alto grau de escolaridade, e um menor número de gravidez. Podendo observar que a alienação parental afeta relações de profundidade na vida afetiva da criança, e afetando também, em fases futuros de suas vidas, influenciado-as a seguir os ideais de vida de seus responsáveis.

O alienador procura sempre, com obsessão, controlar a vida da criança. Os casos de alienação são muito altos, estima-se que 72%(G1 Portal de Noticías) dos casos de divórcio terminam com a manipulação da criança de um lado, o que contribui para esse quadro deletério, causando nelas sérias sequelas psicoafetivas. Além disso, de acordo com a pesquisadora Esmeralda Roberta de Souza Lima, essas crianças são mais propensas ao uso de álcool e drogas, além de serem mais suscetíveis para distúrbios psicológicos.

De acordo com o supracitado, se mostra necessário a criação de novas leis severas contra a prática  por parte do Estado, e a criação de novos órgãos de ajuda e assistência a famílias que são suscetíveis a casos de alienação parental, principalmente, famílias passando pela separação dos pais, além de oferecer suporte aos filhos dessa relação.