Os perigos da alienação parental
Enviada em 07/10/2020
Nos tempos modernos, a busca pela “superioridade” é algo recorrente em quase todos os meios, e até certo ponto é algo saudável, que gera uma competição benéfica ao homem. O grande problema se encontra quando essa batalha vai até o ambiente familiar, em forma de alienação parental. As brigas entre pais podem gerar um posicionamento desnecessário da criança diante de “qual é o melhor pai” ou até mesmo gerar traumas e problemas psicológicos para a vida adulta.
Em primeiro caso, como resultado da disputa de favoritismo entre os pais, uma criança que buscava o amor de ambos, agora deve pensar em de que lado da disputa ela irá ficar. Ainda muito inocente, uma criança poderia chegar à decisão fútil de qual o melhor pai, podendo até mesmo vilanizar um dos lados. Esta separação entre o pai “bom” e o pai “ruim”, gera uma forma de desprezo ao segundo, causado pelos pensamentos do primeiro e que assim manipularam a criança.
Por outro lado, podem ser vistos também casos exatamente opostos ao primeiro. Quando não ocorre a escolha do pai favorito, a criança continua sendo prejudicada pela guarda de um dos genitores, que por meios jurídicos pode fazer com que o outro perca a guarda de seu próprio filho. Este segundo caso ocasiona em problemas psicológicos como a depressão pela falta de contato com o outro lado de sua família apenas por uma decisão desnecessária.
Em síntese, não há lados positivos à criança quanto à alienação parental. Então, para que seja combatida, é necessário que entrem em práticas ações que já estão no papel, visto que por lei a alienação parental é um crime que ocasiona em prisão preventiva, também é necessário que orgãos públicos como o Estatuto da Criança entejam mais abertos à denuncias desse tipo de caso. Assim, as dificuldades de ter pais separados não se tornarão um completo pesadelo.