Os perigos da alienação parental

Enviada em 13/10/2020

Com o advento da Era Moderna, filósofos, como John Locke, defenderam a criação de um contrato social, o qual prevê as necessidades básicas e os direitos da população. Isso posto, o Brasil, sendo uma república democrática, adotou essa forma de governo ao usufruir de uma das constituições mais completas do mundo. Contudo, apesar desse avanço no âmbito das leis, alguns problemas ainda persistem no meio social, tais quais a alienação parental. Dessa forma, é preciso minimizar os efeitos deletérios, como transtornos psíquicos e comportamentais, para que haja um cumprimento das legislações vigentes.

Sob esse viés, de acordo com a revista “Exame”, os números de ocorrência desse tipo de caso estão cada vez maiores por consequência do aumento da taxa de divórcio visível no século XXI. Assim, haja vista que a alienação parental baseia-se na manipulação verbal da criança ou do adolescente em detrimento a outro membro da família, corrobora o aumento dos índices de problemas psicológicos. Nesse tocante, o jovem em questão pode desenvolver ansiedade e depressão em virtude da irresponsabilidade de quem usa esse método de coerção. Desse modo, é necessário que os brasileiros tenham conhecimento que tal ação é crime e possui uma penalidade, a fim de que essa incidência seja efetivamente mitigada.

Outrossim, no seriado norte-americano “How I met your mother”, o personagem Barney Stinson é vítima desse empecilho, acarretado pela relutância de sua mãe em revelar a identidade de seu, com a finalidade de mantê-lo longe do indivíduo desconhecido. Nessa perspectiva, assim como na ficção, a criança pode crescer com traumas decorrentes da ausência não consentida de um de seus genitores, o que pode prejudicar o jovem e modificar seu comportamento ao torná-lo violento ou antissocial. Portanto, é imprescindível que essas crianças possuam a oportunidade de optarem por uma ajuda de um terapeuta, com o intuito de minimizar o impacto negativo desse ato na vida do indivíduo ainda em formação mental.

Destarte, é impreterível que haja mudanças nessa conjuntura vigente no país hodierno. Para isso, o Ministério da Educação deve investir no apoio psicológico dos jovens, por meio da contratação de profissionais qualificados, os quais sejam dispostos em locais específicos de escolas das redes pública e privada, com o fito de auxiliar as pessoas que sofrem com essa problemática. Ademais, é dever das mídias sociais propagar informações acerca da Lei da Alienação Parental, por meio de campanhas publicitárias, para conscientizar o povo da devida gravidade desse ato. Somente assim, esses obstáculos serão solucionados e o contrato social será obedecido.