Os perigos da alienação parental

Enviada em 05/11/2020

A partir da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), redigida durante a Revolução Francesa, o mundo passou por processos de transformações constitucionais irreversíveis, que foram introduzidas a todas as nações. Esses preceitos legislativos, com o passar do tempo, se modificaram e se tornaram mais amplos a todos — inclusive as crianças. No mundo hodierno, contudo, as relações sociais se tornaram “liquefeitas” e o papel do cuidado parental dos pais para com seus filhos tiveram amplos significados. Dito isso, um novo conceito foi desenvolvido, a “alienação parental”, que é um grande imbróglio — visto que a criança sofre manipulação de seus guardiões e essa pode condicionar problemas psíquicos no futuro.

Em primeiro lugar, a alienação parental das vítimas pueris se dá pela dominação ideológica de seus portadores. Esse fenômeno social se assemelha ao conceito de “Ideologia” de Karl Marx, no qual, os interesses das classes sociais dominantes impulsionam-se sobre as classes proletárias, coagindo-as a agir de acordo seus ideais. Em consoante — saindo das análises da sociedade capitalista — essa condição se assemelha a situação de imposição dos pais sobre seus filhos, pois estes afetam emocionalmente as vítimas, transformando suas relações com seus parentes mediante a desentendimentos e divórcios ou impondo ideais políticos e sociais a esses indivíduos.

Ademais, a manipulação dos pais pode acarretar em problemas psicológicos e emocionais futuros. Isso se expressa pela psicologia Freudiana, pois Freud exemplifica que muitas crianças que passam por processos traumáticos em sua infância e, em seus desenvolvimentos psicossexuais, tendem a ter problemas psicológicos posteriormente. Assim sendo, a coerção, desse modo, pode ser um problema que acarretará profundamente nessas questões, pois o indivíduo acriançado ainda não tem o papel de tomar um rumo de pensamento próprio, e seus guardiões passam a dificultar o contato da criança com seu genitor ou desqualificar a conduta deste - prejudicando a situação psíquica infantil.

Em suma, para que esses problemas não passem por processos de ressurgência, é preciso que o Sistema Executivo crie um projeto público, com atendimento de assistentes sociais (gratuito e obrigatório) que acompanhe o desenvolvimento da criança até a maturidade. Essa ação se daria por meio de visitas sazonais desses profissionais em ambiente escolares, para monitorar a estrutura familiar dos indivíduos pueris — poderia ser incrementado palestras e aulas nas escolas, durante esta atuação, como forma de obter mais conhecimento a respeito do assunto. Para assim, acabar com os processos de alienação parental e diminuir os riscos de problemas psicológicos infantojuvenis no futuro.