Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/10/2020

De acordo com o psiquiatra infantil Richard Gardner a alienação parental é um distúrbio infantil, que surge, principalmente, em relação das disputas pela posse e guarda de filhos. Essa interação tóxica não apenas irá piorar o relacionamento entre os genitores, como também, afetará o psicológico do jovem de maneira significativa.

Em primeira análise, embora seja uma conduta imoral e criminosa, pais divorciados utilizam dos filhos como objeto de barganha para uma possível reconciliação ou como o intuito vingativo, para atingir emocionalmente seus antigos parceiros. Dessa forma, debalde os filhos de uma relação ruim, utilizados como espadas e escudos, se veem envoltos em uma série de litígios no âmbito familiar, nas quais passam a servir como instrumentos de vingança e chantagens emocionais. Uma vez que, como em toda guerra, inexoravelmente, são os inocentes que pagam o maior preço pela irresponsabilidade e iniquidade alheia.

Outrossim, vale destacar os impactos à saúde mental e física do menor. Sob esse viés, é necessário pontuar que a manipulação da criança contra a relação com um dos genitores pode acarretar problemas como depressão infantil, ansiedade, dificuldade de aprendizagem, medo e agressividade, segundo aponta publicação de uma matéria do site “G1”. Desse modo, é possível identificar a gravidade dessa problemática que exige medidas legislativas de intervenção para diminuir sua incidência no país.

Em suma, torna-se evidente que a alienação parental é um empecilho. Nesse sentido, com o intuito de reverter essa problemática é necessário que o Ministério da Família proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem aos pais que estejam em processo de separação, a realizarem acompanhamento psicológico, por meio de consultas semestrais, para que se possam orienta-los e acompanha-los quanto as atitudes com seus filhos.