Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/10/2020

Na obra “Utopia” de Thomas More, há um corpo social perfeito em todas as classes sociais, com a ausência de problemas e conflitos. Fora da literatura, no Brasil contemporâneo, é presente uma situação oposta à situação proposta pelo filósofo. Esse cenário é consequência da base educacional não eficaz e da má instrução dos pais, no qual simplesmente não são ensinados sobre como educar um filho. Nesse sentido, é necessário uma discussão sobre os perigos da alienação parental.

Cabe mencionar que segundo o filósofo John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa. Nesse sentido, as crianças são como uma folha em branco, sabem pouco sobre a vida, e a diferença entre certo e errado. Assim, esse é o papel da escola na vida da criança, ensiná-la a se portar em sociedade, dando a base educacional necessária, entretanto, não é o que ocorre no Brasil, visto que em nossa grade estudantil infantil não existe a preocupação governamental com matérias que instruam a criança em como a sociedade funciona.

Outrossim, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um país jovem, isto é, pessoas novas em sua grande maioria já tem filhos. Nesse viés, é necessário salientar que não existe nenhum tipo de instrução governamental para os jovens que tem filhos. Assim, ficam desnorteados sobre como criar um filho, com resultado, acaba por ser prejudicada a educação familiar dessas crianças. Desse modo, faz-se presente a necessidade do apoio governamental.

Portanto, é necessário que o Poder Executivo ratifique a Lei de alienação parental, por meio de fiscalização em processos da guarda de um indivíduo e da orientação de um psicopedagogo ao infanto-juvenil, para que assim se identifique a alienação parental e haja as consequências aos pais que estejam a praticando. Além disso, se faz necessário que as Escolas orientem os pais em processo de separação, quando se é notório a mudança de comportamento do estudante, mediante reuniões com os progenitores, mostrando a alteração do desempenho da criança ou adolescente e informando os pais a necessidade de colocar o sentimento do filho em prioridade, com o fim de que a alienação parental não aconteça.