Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/10/2020
O âmbito familiar é uma base primordial para a formação de qualquer indivíduo, cuja a finalidade não se limita apenas na educação, mas também é onde ocorre as primeiras interações e experiências sociais dos mesmos. Nesse sentido - na sociedade brasileira - esse conceito não representa todas as famílias, em vista do elevado índice de alienações parentais durante a última década. Por tal situação, é justo afirmar que a alienação parental é um abuso moral contra a criança ou adolescente que, por consequência, encontram dificuldades em relacionamentos e apresentam distúrbios psicológicos.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que a alienação parental pode ser promovida por qualquer genitor das crianças ou dos adolescentes o que, consequentemente, afeta negativamente na formação dos filhos. Em conformidade a isso, o filósofo Aristóteles declarava que “O homem é um ser social”, ou seja, o ser humano não consegue viver fora de uma comunidade e é no núcleo familiar onde os indivíduos iniciam seu convívio. Portanto, o menor em desenvolvimento é diretamente afetado pelo ambiente hostil de difamação, o qual prejudica o relacionamento afetivo entre a criança e a pessoa alienada, além de dificultar os relacionamentos futuros do filho.
Vale ressaltar, em segunda análise, o divórcio ou separação como uma das causas da alienação parental o que, por conseguinte, contribui para o desenvolvimento de transtornos psicológicos nos filhos. Dessa forma, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) resguarda a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade, os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Entretanto, a discriminação parental tem por consequência sentimentos negativos constantes que afetam o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos que, consequentemente, desenvolvem doenças psicológicas, tal como a depressão, doença mais comum do mundo, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em suma, é necessário que o Estado tome providências para intervir no aumento de casos de alienação parental. Em vista disso, o Ministério da Justiça deve, por meio de verbas públicas, aprimorar a aplicação de leis e elevar as fiscalizações sobre a manipulação familiar, a fim de que essa situação seja controlada. Portanto, é imprescindível que campanhas e palestras públicas sejam criadas por meio da orientação de pedagogos e psicólogos especializados, afim de que a população seja conscientizada sobre esse crime e suas consequências. Só assim esse paradigma pode ser erradicado do Brasil.