Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/10/2020
“A adolescência é um segundo parto: nascer da família para andar sozinho na sociedade”. Essa frase de Içami Tiba nos mostra a importância do papel da família no processo longo de aprendizagem durante a infância. Entretanto, é indubitável dizer que muitas vezes a alienação parental faz com que formem indivíduos incapazes de seguir seu caminho sozinho na sociedade, uma vez que muitos possuem pensamentos e opiniões moldados pela família.
Em primeira análise, observamos que a família é imprescindível na formação dos novos indivíduos, sendo vista como um exemplo a ser seguido. Por isso, como dito por Aristóteles o cérebro de uma criança, é um livro com todas as páginas em branco, logo cabe aos responsáveis pela criação moldar o indivíduo fazendo com que ele aprenda a ter suas próprias opiniões e pensamentos.
Outrossim, é de suma importância destacar o problema do alienamento familiar em que pode-se formar um indivíduo sem opinião própria, baseando apenas nos fatos que foram apresentados para ele no processo de criação, sem ser capaz de discernir o que é de fato um opinião comum entre ambos ou opinião imposta pelo criador. Além disso, pode acontecer da criança crescer e acabar levando consigo traumas e frustrações da infância ao longo da vida.
Consoante com o filósofo alemão Immanuel Kant, O ser humano é aquilo que a educação faz dele. Levando em conta essa vertente, observamos que medidas devem ser tomadas para a solução da problemática. Logo, é dever do Poder Executivo efetivar as leis existentes que preveem pena contra a alienação parental. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde (MS), responsável não somente pela saúde física como a saúde mental também, fornecer atendimentos psicológicos a crianças e jovens que passaram pelo alienamento familiar, a fim de minimizar traumas vivenciados gerando indivíduos pensantes e críticos capazes de andar sozinho na sociedade.