Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/10/2020
No Brasil, o número de famílias que lidam com situações de alienação parental tem crescido de maneira exponencial, acarretando consequências preocupantes, como traumas psicológicos indeléveis tanto nos pais quanto nos filhos. Essa situação dramática requer uma atuação mais contundente de setores do poder público e de instituições formadoras de opinião com o escopo de reestabelecer a harmonia na relação dos núcleos familiares brasileiros.
Efetivamente, apesar de existir uma lei que pune a prática de alienação parental, cuja definição legal considera como a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente, que promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou o adolescente sob sua autoridade, para que repudie o genitor e quebre vínculos com este, essa circunstância ainda se encontra presente no cotidiano de muitos brasileiros. Nesse sentido, muitos dos progenitores que presenciam essa desvinculação filial induzida pelo outro cônjuge não tem conhecimento da existência de um aparelho legislativo que lhes garanta uma relação harmoniosa com sua prole. Essa falta de conhecimento concebe o desgaste e até o rompimento das relações entre pais e filhos.
Ademais, aqueles que praticam alienação parental usando crianças como objetos de vingança, provocam nestas malefícios psicológicos violentos e muitas vezes irreversíveis que podem implicar em problemas psicológicos sérios ao longo da vida. A título de ilustração, o documentário brasileiro " A morte inventada", mostra a trajetória de diversas pessoas que tiveram que lidar com essa manipulação psicológica e como esse fenômeno teve impacto nas mais diversas esferas das vidas desses indivíduos.
Portanto, para acabar com a prática de alienação parental no Brasil, cabe a União, principal responsável pelo bem-estar da população brasileira, aumentar a difusão de informações a respeito da legislação que trata desse assunto por intermédio de um redirecionamento de verbas para a formulação de campanhas informativas em conjunto com as redes sociais. Além disso, é importante que instituições formadoras de opinião, como as escolas e universidades, promovam a conscientização dos jovens por meio de debates elucidativos e informes educativos que explicitem como funciona a manipulação psicológica nesse aspecto, favorecendo o reconhecimento da mesma, para que as relações familiares sejam mais saudáveis e harmoniosas.