Os perigos da alienação parental
Enviada em 26/10/2020
A citação “o cérebro de uma criança é um livro com todas as páginas em branco”, de Aristóteles, exemplifica a figura da criança como um cidadão em construção, um ser indefeso e inocente. É necessário garantir a boa formação desse indivíduo, pois ele irá fazer pate do futuro de nossa nação.
A mãe desenvolve um vínculo afetivo muito forte com seu filho no período de amamentação, obtendo assim, uma certa segurança emocional e psicológica para a criação dessa criança. Porém, os pais são a primeira referência na vida de seus filhos e a opinião deles sobre os mais diversos assuntos pode imprimir-se em decisões a longo prazo. De acordo com o livro “o novo papel do pai”, a garota, com a formação acompanhada por seu pai, tem mais chances de concluir o ensino superior, evitar uma gravidez precoce, entre outras coisas. A partir disso, a alienação parental é um risco muito grande para o jovem, e afeta seu desenvolvimento psicológico e social.
Conforme pesquisa do IBGE, um a cada três casamentos acabam em divórcio, com isso, os processos judiciais a respeito da guarda compartilhada aumentou 13,4% em três anos. Logo a preocupação com o menor também aumentou nesse período. A fim de proteger esses jovens, foi sancionada a lei 13.431/2017, que considera a alienação parental uma violência psicológica e garante ao genitor alienado o direito de usar medidas protetivas contra o autor da violência. O alienador não pode ser preso, mas pode ser punido com multas e advertências.
Destarte, tendo em vista todos os pontos apresentados, é dever do Ministério da Saúde criar projetos que instruam os pais acerca dos perigos da alienação parental, com um destaque muito importante em relação ao seu papel e influência sobre seus filhos. Esses projetos devem conter auxílio psicológico e assistentes sociais a fim de conscientizar cada vez mais os pais.