Os perigos da alienação parental

Enviada em 06/11/2020

Conforme a Constituição Federal de 1988, é dever da família, e do Estado garantir a criança e ao adolescente, o direito a liberdade de pensamento, e protege-los de opressões e explorações. Entretanto, esse direito nem sempre é assegurado, devido a casos de Alienação parental, que colocam em risco a saúde mental e o desenvolvimento do jovem. Portanto, é cabível discutir sobre como ocorre a alienação parental e quais suas consequências e perigos a mentalidade das crianças e dos adolescentes.

Mormente, a alienação parental é um problema no núcleo familiar causada pelos pais aos filhos. Consoante a teoria da tábula rasa, do filósofo John Locke, ao nascer a criança é como um quadro em branco, que é preenchido por experiências e influências fornecidas pela família, quando um dos pais fornece a esse quadro branco influências que coloquem o filho contra o outro progenitor, ocorre uma ação caracterizada como manipulação parental. Deste modo, o pai usa de sua influência com o filho para se vingar, ou afastar a criança do outro progenitor, fato que coloca em risco o pleno desenvolvimento desse jovem.

Consequentemente, a bipolarização do ambiente familiar, causada pela alienação, apresenta perigos à saúde mental do filho. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 80% dos filhos de pais separados sofrem de alienação parental, por meio de chantagens emocionais. Além disso, esse ambiente conflituoso em que vive à criança acaba por causar danos ao seu desenvolvimento cívico e moral, prova disso é que 72% dos adolescentes que cometem crimes graves e homicídios vivem em lares de pais separados, conforme mostra dados do IBGE.

Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar essa problemática. Logo, cabe ao Estado, aliado as mídias, incentivar à sociedade, por meio de anúncios publicitários na TV e redes sociais, a denunciar as autoridades casos suspeitos de alienação parental, a fim de impedir que esses casos continuem a ocorrer, e de tratar psicologicamente os filhos que sofreram dessa manipulação parental. Para, somente assim, o Brasil assegurar as crianças e adolescentes seus direitos previstos na lei.