Os perigos da alienação parental

Enviada em 06/11/2020

Na novela brasileira “Fina Estampa”, da Rede Globo, é retratado, em várias cenas, uma criança sendo convencida a manter distância de sua mãe, pois ela seria uma pessoa interesseira e sem escrúpulos. Fora da ficção, tal situação é bem recorrente, no qual casais divorciados tentam afastar o filho do seu ex companheiro, exercendo alienação parental. Isso ocorre pela não aceitação da separação ou da guarda compartilhada e pode causar múltiplos problemas psicológicos no indivíduo manipulado.

Mormente, é imperioso destacar que há diversos casais que recusam dividir os cuidados aos seus filhos após o divórcio. Consoante o sociólogo Émile Durkheim, as pessoas herdam da sociedade o egoísmo: é algo exterior a elas. Análogo a isso, o indivíduo está sendo egoísta, por diversas causas, como possessividade ou ciúmes, quando não aceita a guarda compartilhada com seu ex companheiro. Ademais, é criado uma rivalidade entre o genitor afastado e a criança, com a intenção de distanciá-los mais ainda.

Consequentemente, vale ressaltar que esse distanciamento e alienação parental podem gerar problemas psicológicos à criança. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 80% dos filhos de pais separados sofrem com chantagens emocionais dos genitores. Dessa maneira, o indivíduo desenvolve alguns transtornos, como rebeldia na adolescência ou depressão, que pode levar o jovem ao suicídio.

Destarte, é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, juntamente à mídia, aconselhar os casais em processo de separação a efetuar tal ato sem prejudicar seus filhos, por intermédio de palestras e propagandas feitas por psicólogos e profissionais da área familiar. Isso deve ser feito a fim de que seja conscientizado a gravidade da alienação parental, mostrando suas consequências e como essa pode afetar a criança. Dessa forma, o imbróglio da novela supracitada pode ser atenuado gradualmente.