Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/11/2020
A obra musical “Daughters”, interpretada pelo cantor internacional John Mayer, retrata a influência do núcleo consanguíneo no desenvolvimento dos civis. Analogamente, longe das notas, o pleno contato familiar mostra-se imperioso para a criação de um bom cidadão, sendo totalmente nocivo a perda de um dos laços estabelecidos. Nesse sentido, seja pelo desequilíbrio no método educativo gerado ou pela possibilidade de desvios psíquicos futuros, a alienação parental cunha-se prejudicial ao menores e, por isso, carece de cuidados.
Previamente, é necessário salientar a relevância da pluralidade na formação de um adulto louvável. À medida que o afastamento familiar é estabelecido, a troca de conhecimentos múltiplos é dificultada para a criança. Assim, o “Princípio de divisão dos poderes”, teorizado pelo filósofo Montesquieu, é deteriorado, tendo a propensão ao abuso de autoridade por um dos pais alarmada. Indo de encontro à “Teoria da Tábula Rasa”, proposta por John Locke, os seres humanos nascem uma folha em branco e constroem sua subjetividade após às experiências vividas. Desse modo, garantir uma rotina infantil diversa - e não excludente - é essencial na obtenção de um indivíduo equilibrado e tolerante no futuro.
Ademais, a perda de um ente na fase infantil repercute consequências negativas durante a fase adulta. Segundo o escritor norte-americano Patrick Alexander, em seu livro “A teoria do Apego”, o corte de um laço na vida dos menores cunha os pilares para a obtenção de cidadãos ansiosos e impulsivos. Nesse viés, os interesses dos progenitores devem ser deixados de lado em prol da saúde mental posterior dos filhos. Entretanto, observa-se na contemporaneidade o afeto e guarda dos pequenos como uma disputa gerada por ressentimentos externos ao contato paternal. De acordo com Paulo Freire, porém, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Logo, instruir as crianças sobre a alienação é mister para obter a autonomia do seu afeto.
Portanto, ações são indispensáveis ara possibilitar o pleno desenvolvimento dos pequenos. Dessa forma, a criação de propagandas televisivas que elucidem os malefícios da alienação parental, bem como as leis punitivas contra essa infração, por meio de parcerias publico-privadas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e empresas midiáticas, é fundamental no intuito de conscientizar os pais sobre a repercussão de seus atos. Para isso, a renda do Ministério da família, dos Direitos Humanos e da Mulher serviria como custeio. Outrossim, o estabelecimento de palestras mensais com psicólogos, nos níveis fundamentais e médios de ensino, por intermédio de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é crucial a fim de evitar que os menores sejam vítimas de interesses externos. Apenas assim o contato familiar, exposto por Mayer, será o mais positivo possível.