Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/11/2020

O complexo de Édipo, conceito estudado pelo sociólogo Sigmund Freud, trata-se da competição entre um filho e um de seus genitores. Contudo, a espontaneidade da patologia tem sido induzida pela alienação parental - manipulação psicológica de uma criança pelos pais como uma ferramenta no conflito de interesses dos seus responsáveis. Com efeito, a mazela evidencia-se, sobretudo, pelo diminuto diálogo sobre o tema na comunidade social,o que, consequentemente, acarreta severos danos psicoemocionais aos filhos.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a branda discussão sobre a alienação parental é um problema. Acerca disso, Freud, no seu livro Totem e Tabu, define os totens como elementos importantes para uma sociedade, ao passo que os tabus são condutas reprováveis, então, pouco discutidos. Nesse sentido, o tabu da alienação parental fomenta a rivalidade intra-familiar e, assim, uma convivência hostil do filho com seus juizados.Tal realidade se comprova por uma notícia divulgada pelo jornal O Tempo, que cerca de 1000 casos desse comportamento tirano dos pais foram notificados, em 2018, somente no Estado de Minas Gerais. Dessa forma, em meio a uma disputa para desqualificar a imagem do parceiro ou ex o filho é interpretado como uma instrumento para esse objetivo. Logo, enquanto o “édipo coagido” for a norma, a integridade do núcleo familiar e o enriquecimento social dos indivíduos mediante a familia será exceção.

Por conseguinte, a alienação pariental potencialmente proporciona malefícios a saúde psicológica.da progênie. Dessa maneira, a vida em um ambiente conflitante pode influenciar negativamente o amadurecimento social das crianças e refletir em um conduta introspectiva na fase adulta, devido à experiência pessoal delas, em família, poder prejudicar as suas inclusões em grupos. Analogamente, ela torna-se vulnerável para a aquisição de distúrbio psíquico, como a depressão e o estresse pós traumático. Destarte, a manutenção da alienação parental é nociva, sendo assim, algo grave para a vitalidade da infância.

Portanto, a fim de promover o desfecho da problemática , é necessário afrontar o estorvo. Posto isso, a mídia deve promover ações de “merchandising” social - diálogos com fins educativos nas imprensas - por meio da inserção de temas relacionados ao debate sobre o uso das crianças como utensílios em telenovelas e peças de teatro. Durante isso, fertilizar uma reflexão da comunidade, a fim de valorizar a infância e o ambiente saudável para o desenvolvimento mental dos jovens. Espera-se, como resultado, a “totemtização” do discurso sobre o problema, como ,também, a resolução do “édipo simulado” no universo familiar.