Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

No filme “Uma família de dois”, é mostrada a vida de uma menina, que vive com seu pai após ter sido abandonada por sua mãe. O pai luta para que a filha possua uma imagem boa de sua mãe, e por mais que ele tenha receio do reencontro, em determinado momento ele permite que elas se vejam. Em analogia ao cotidiano, essa cena se torna cada vez menos comum, a ponto de que os pais induzem a criança ao ódio após o término, ato que provoca futuros problemas psicológicos, além de ser um abuso.

De acordo com o artigo 1° da declaração dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”, ou seja, não cabe ao responsável induzir seu filho a odiar alguém, pois a criança deve desenvolver por si só seus sentimentos, sendo assim, o ato de alienação parental é configurado como abuso psicológico, responsável por grande parte da parcela de jovens acometidos por doenças psicólogas, como depressão, além da dificuldade em relacionamentos.

Apesar de todos esses problemas citados, essa prática ainda não possui reconhecimento necessário para seu combate. Segundo George Santayana, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, logo, se a atenção e os recursos não forem voltados para esse impasse, quem passa por esse processo pode no futuro propagar a alienação, agravando e aumentando ainda mais os problemas o número de pessoas afetadas. Portanto, cabe às autoridades buscarem a eficácia no combate, e ainda, dar atenção às vítimas.

Em virtude dos fatos apresentados, é mister que o Governo crie punições condizentes previstas em lei, para quem realiza esses atos, como exemplo, a obrigatoriedade de pagamento do tratamento de todos os danos psicológicos causados às vítimas. Ademais, o Ministério da Saúde também possui papel fundamental nessa luta, pois deve conscientizar a população sobre a alienação e seus riscos anteriormente citados, além disso, deve oferecer auxílio nas escolas, por meio de palestras e conversas com as crianças, a fim de garantir a manutenção da saúde das mesmas.