Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/11/2020
Entende-se por alienação parental o ato do guardião da criança manipular os sentimentos dela contra o responsável não-guardião, sobretudo psicologicamente. Atualmente, em decorrência dos diversos processos de separação, é notável a prática dessas ações, como uma forma de “vingança”. Contudo, a adesão dessa prática acomete o convívio das crianças, traumatizando-as até a idade adulta. Nesse sentido, fica evidente a importância de trazer em pauta a questão da alienação parental, visto que esta traz consequências sérias no desenvolvimento das crianças.
Previamente, cabe dar relevância da importância que os pais detêm no amadurecimento dos filhos e que um processo de interrupção do casamento pode abalar a vida delas. Embora seja necessária a boa relação entre os pais, muitos não conseguem manter o bom convívio, sendo assim a separação é vista - por eles - como a única alternativa para cessar o problema, todavia no decorrer dessa passagem os filhos entram em questão, principalmente no ponto de quem reterá a guarda da criança. Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil foram contabilizados 35.563 divórcios realizados em todo o país no ano de 2019 e apenas no primeiro semestre de 2020 foram mais de 25.000. A partir dessas informações, conclui-se que a separação do casal pode ser um grande problema no progresso da criança, principalmente porque nesse período elas estão passando por diversas fases muito importantes da vida.
Outra questão tange à manipulação dos pensamentos das crianças pelos responsáveis, pois é dessa maneira que se consegue “jogar” um contra o outro. A forma como o guardião da criança consegue manipulá-la emocionalmente, ou seja, psicologicamente, segundo relatos do documentário A Morte Inventada é contando mentiras relacionadas a vida do genitor como, por exemplo, falando que ela se tornou uma pessoa ruim e violenta e sempre fazendo inferência ao fim do casamento afirmando uma traição, com isso a criança formula em sua mente uma imagem inautêntica de seu pai ou sua mãe. Ademais, a aceitação dessas crianças, as quais realmente são alvos fáceis, criam uma desvinculação levando-a a falta ou quebra de comunicação com o não-guardião.
Portanto, fica evidente a necessidade da tomada de providências por parte do Ministério da Saúde promovendo aos casais instruções na tomada de decisões que envolvam a família, principalmente aqueles que possuem um filho ou filha. O Ministério deve fazer isso por meio do acompanhamento dos casais em terapias que funcionem como um apoio para assim evitar a desconstrução dos laços familiares e claro sempre dando relevância no perigo que a alienação parental traz a vida das crianças. Assim, pode-se acreditar que as crianças não passarão por problemas durante seu desenvolvimento.