Os perigos da alienação parental

Enviada em 24/11/2020

A série americana Doces Magnólias, da produtora Netflix, retrata a alienação parental sofrida por três crianças. Fora do enredo, os casos de alienação parental têm crescido a passos largos no Brasil hodierno. Sendo assim, faz-se relevante analisar como a fluidez das relações familiares e o surgimento de doenças psicossomáticas na infância e adolescência são coeficientes primordiais à manutenção de tal problemática.

Em primeira análise, a facilidade com que as relações são criadas e desfeitas contribui para a construção de famílias má formadas. Parafraseando o sociólogo Zygmund Bauman, a volatilidade das relações na atualidade são consequência de uma sociedade que não se vê completa. Posto isso, a facilidade com que os sentimentos são mudados e reconstruídos com voracidade faz com que os divórcios e consequentes divisões familiares aconteçam.

Além disso, muito embora instituições religiosas e sociais tentem manter o vinculo familiar vivo com o propósito de não expor os filhos a sofrimentos e traumas decorrentes do divórcio. De acordo com pesquisas realizadas em 2017 foram feitos cerca mil e quarenta e dois divórcios na cidade de Belo Horizonte. Desse modo, em sua maioria, os filhos envolvidos necessitam de acompanhamento psicológico, sofrem de falta de concentração, assim como bullying e dificuldade de socialização , possuindo, assim, afinidade por um dos genitores, além de precisarem lidar com inúmeros entraves familiares.

Nesse ínterim, observa-se que a alienação parental é consequência de processo traumático na vida familiar. Sendo assim, cabe ao Governo por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, crias leis protetivas as quais alcancem verdadeiramente as crianças que sofrem com a alienação parental, com o fito de reduzir o número de crianças e adolescentes que sofrem com traumas,medos e ansiedades para enfrentarem os desafios de suas vidas futuras. Assim, resolver-se-á tal problemática.