Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Na série “The Good Place”, a protagonista Eleanor Shellstrop foi desde de sua infância condicionada a execrar seus pais, visto que ambos tentavam manipulá-la a fim de provocar o ódio contra o outro por parte da menina e tal convivência gerou fortes impactos psicológicos por toda sua vida. Fora da ficção, é possível perceber a mesma condição no que concerne aos perigos da alienação parental, que segue sendo um impasse de dificultosa resolução. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causa a desarmonia familiar entre os genitores e como consequência a sensibilização da psique da progênie quanto às questões emocionais, de forma perpétua .

Convém ressaltar, a princípio, que a incessante dissonância e conflito entre os parentes é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo o filósofo David Hume, o hábito é o grande guia da vida humana. Assim, caso um indivíduo tenha uma criação familiar baseada na desconfiança e na divergência constante, tais condutas passam a fazer parte de um círculo vicioso que propicia ações manipulativas dos responsáveis a fim de ganhar a preferência da criança e a subordinação quanto ao costume de detestar o outro progenitor. Sob esse viés, é fundamental que medidas sejam tomadas para controlar esse processo de “manuseamento” psicológico a fim de preservar o bom contato familiar.

Em consequência disso, surge a questão da perturbação mental da criança quanto a concepção acerca dos seus geradores, que intensifica a gravidade do impasse. Na série televisiva “Lúcifer”, a personagem Mazikeen sempre sofreu emocionalmente devido o abandono da sua mãe, caracterizando um sentimento dúbio de indignação quanto ao seu desamparo e de vazio existencial por sentir a falta da sua figura materna, afetando-a durante toda a sua existência e programando-a para o desprezo maternal. Nessa lógica, é de fato notável os transtornos causados pelo desvairo parental, visto que ocorrem desde a puerícia e se agravam no caráter dos filhos ao longo do tempo. Nessa perspectiva, é primordial que as cabíveis diligências sejam realizadas a fim de apaziguar tais efeitos.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Desse modo, com o intuito de mitigar os perigos da alienação parental, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em campanhas e palestras de natureza psicopedagógica, através da mídia com acompanhamentos pedagógicos nas escolas e reuniões constante a fim de conscientizar as famílias da importância da harmonia doméstica para o bom desenvolvimento da criança. Somente assim, será possível criar vínculos saudáveis entre os familiares e jovens como Eleanor serão cativados pelos seus cuidadores.