Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Hodiernamente, um dos assuntos mais abordados é a alienação parental. De acordo com o artigo primeiro da Constituição Federal, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade humana. Entretanto, esse princípio não está sendo cumprido em sua totalidade. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o crescente número de divórcios, bem como a divergência de interesses entre o casal. Por isso, medidas são essenciais, com vistas a mitigar essa problemática.

A priori, é imprescindível salientar que este problema envolve incontáveis vieses. De acordo com Pierre Bourdieu, a violência simbólica consiste na imposição disseminada de uma cultura dominante, o que se verifica, por exemplo, os danos emocionais em consequência do aumento do número de divórcios, que favorece o desenvolvimento de quadros de depressão na vítima devido à disputa dos cônjuges pela guarda dos filhos. Desse modo, é fundamental medidas que impeçam o desdobramento desse conflito.

Em segunda instância, conforme Zygmunt Bauman, na modernidade líquida a sociedade se tornou fluída, altamente volátil e incerta. Partindo desse pressuposto, a alienação parental já era reconhecida pelo psiquiatra alemão Richard Gardner na década de 80, a qual consiste em influenciar uma criança para que crie uma imagem que denigra um de seus progenitores, observa-se cada vez mais essa ação devido a divergência de interesses, seja financeiros ou cotidianos. Em decorrência, há uma fragilização dos laços sociais e um controle psicológico que pode levar a criança a apresentar inúmeros traumas futuros.

Portanto, é fundamental que o Governo Federal, como instância máxima da administração nacional, penalize os indivíduos que infrinjam a lei e apoie as vítimas, por intermédio de lei mais severas e orientações de profissionais qualificados, com a finalidade de reduzir os problemas ocasionados pela alienação. Ademais, os familiares devem se atentar aos sentimentos e atitudes das crianças e jovens e denunciar caso suspeitem de que estejam passando por alguma violência.