Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Este tema é objeto de muitas discussões nos dias atuais, vez que os casos que chegam às Varas de Família são recorrentes e demandam muita cautela ao serem analisados, pois a maioria dos problemas relativos à alienação parental não é de cunho jurídico, tratam antes, de questões emocionais ou psicológicas. A alienação parental é a programação de uma criança por um dos genitores, para que passe a enxergar e idealizar o outro genitor de maneira negativa, nutrindo, a partir de então, sentimentos de ódio e rejeição por ele, e externando tais sentimentos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.

Pode-se afirmar que em razão de qualquer tipo de vingança advinda por vezes, do término da vida conjugal, o genitor passa a adotar práticas da síndrome, mesmo que seja quase que imperceptível, ele começa a querer distanciar cada vez mais o filho do outro genitor.

Ademais, embora o final de um casamento tenha um grande impacto na vida do casal, as crianças são as que mais sentem essa mudança. Sua rotina muda, e sentimentos como medo, culpa e insegurança podem aparecer em diferentes doses, dependendo da criança e, também, da forma como os pais vão lidar com a situação. Estas consequências psicológicas acontecem, muitas vezes, junto a uma aversão ao pai ou mãe alienados, como por tudo que é ligado a ele.

Portanto, por todas essas razões, é necessário que o governo torne as punições mais severas quando a prática se tornar um assunto jurídico, assim como também empresas ou organizações passem a promover campanhas que informem as pessoas sobre a alienação parental, com o objetivo de torna-las mais conscientes em relação ao assunto em questão.