Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Existe várias definições para o termo alienação, mas a mais comum seria dizer que um ser humano que é incapaz de pensar ou agir por si próprio, nesse caso, havendo uma desqualificação de suas próprias ideias e pensamentos, assim se faz um alienado. Com isso pode-se identificar vários tipos dessa forma de controle sobre outras pessoas, mas uma das mais perigosas pode ser a parental.

Os indivíduos estão em constante mudanças tanto físicas quanto mentais, mas para alcançar estas mudanças é preciso que haja conversa e constante busca por conhecimento. As crianças, por exemplo, são indivíduos das quais precisam de constante atenção e passagem de conteúdo social para serem inseridas em sociedade, mas muitas vezes o contexto familiar no qual estão inseridas não colabora para a ocorrência saudável dessa transferência. As intrigas conjugais são a maior causa desse problema, pais com uma má convivência entre si acabam colocando os filhos no meio e afetando seus psicológicos, que estão apenas começando a se desenvolver.

Ademais, os pais normalmente disputam a atenção do filho, colocando o mesmo um contra o outro. Dessa forma, muitos dos filhos se sentem tristes e até estressados com a situação, o que pode acarretar em diversos problemas psicológicos como depressão até levando ao suicídio dos menores. Alienação Parental é crime no Brasil, perante a Lei 13.431/2017. Apesar disso, só aumentam os números de processos a cada ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) alega que foram 1.042 casos só em 2017, além de haver um dobro dos 564 confirmados em 2016, isso não somando com as rupturas estáveis e de relações não formalizadas.

Enfim, é evidente que haja a resolução dos problemas apresentados. O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) em cada região, podem criar oficinas ou grupos de apoio para que as famílias possam desabafar sobre os conflitos enfrentados na relação, serão locais específicos em cada cidade para tratar deste assunto, assim tornando os pais mais conscientes para alcançar um bom convívio famílias. Também, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode criar modelos de prevenção a alienação parental e promover cursos aos tribunais, para tratarem melhor o assunto e solucionar os processos com mais facilidade, além de poder evitar futuros processos. Desta forma, será ensinado as futuras gerações o respeito e o amor tanto familiar quanto social.