Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

A alienação parental, é o processo e o resultado da manipulação psicológica da criança ou adolescente, em mostrar desrespeito ou medo sem explicação em relação ao pai/mãe, ou qualquer outro parente. Apesar da existência da Lei contra esse tipo de alienação(Lei 12.318/10), famílias que enfrentam esse problema são mais comuns do que se imagina. Desse modo, é necessário que haja mudança no comportamento das famílias, para que crianças e adolescentes cresçam em um ambiente saudável e estável.

Inicialmente, podemos enxergar esse tipo de alienação como falta de maturidade por parte dos familiares que a praticam. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que cerca de 80% dos filhos de pais separados, sofrem com algum tipo de chantagem emocional dos genitores.

Como consequência, os filhos alienados podem apresentar sentimentos contínuos de raiva, mágoa, ódio e tristeza contra o genitor e sua família. Além, de guardar sentimentos negativos e não verdadeiros, em alguns casos, assuntos inapropriados são debatidos com crianças, apenas para causar desapontamento ou algum tipo de hostilidade contra o outro genitor.

Diante do exposto, fica claro como os filhos são os mais frágeis emocionalmente, justamente por estarem no processo de crescimento e amadurecimento psicológico, e sem dúvida a parte mais prejudicada serão eles, podendo provocar prejuízos irreparáveis na sua vida psicológica, emocional e consequentemente na estrutura familiar.

Por fim, diversos psicólogos afirmam que a melhor maneira de coibir a alienação parental, é a guarda compartilhada. Porque dessa forma a criança passará a mesma quantidade de tempo com os genitores. Além disso, é imprescindível que os pais conversem sobre o rompimento da relação de forma neutra e expliquem que isso não irá interferir na relação de pais e filhos, só assim será possível preservar a saúde psíquica deles, e ser exemplo de carinho e confiança para a parte mais frágil da relação.