Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Hodiernamente, muito se discute sobre os perigos da alienação parental, que é muito debatido no país. Consoante o Estatuto da Criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Entretanto, analisando a situação da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos (as crianças) corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.

Tratar do tema da alienação parental é delicado. Próximo a datas comemorativas como o Dia dos Pais, são inúmeras as campanhas comerciais para compra de presentes, restaurantes lotados, publicidades emotivas. Mas e quando a relação entre os pais anda de mal a pior? Como ficam as crianças e os adolescentes, filhos de pais e mães que não se entendem? E os pais que usam os filhos para tamponar seus fracassos amorosos? A alienação parental causa danos psicológicos às vítimas.

Ademais, convém ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. A par disso, para o pensador Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações humanas são estabelecidas pela coerção minimalista de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Com isso, a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos.

De acordo com oque foi falado, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil. Podem também a prefeitura junto com o estado fazer aplicações de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar.