Os perigos da alienação parental

Enviada em 19/11/2020

Consoante com a Declaração dos Direitos da Criança é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade o direito a crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a manipulação intensiva por uma das partes pode causar desequilíbrio no relacionamento familiar e consequente problemas psicológicos em seus filhos.

Em primeiro lugar, é fundamental examinar a relação afetiva entre os indivíduos, que desde bebê, a criança estabelece um vínculo de confiança perene e intimo, ao ponto de que, passe a ser influenciado a ter dependência sobre suas próprias decisões. Além disso, conforme o IBGE, nos anos de 2016 e 2017, um a cada três casamentos terminaram em divórcio, sendo que, os processos judiciais de guarda compartilhada aumentaram 13,4% em 3 anos. Desse modo, nota-se que ao passar do tempo com a separação do casal, a dominação coercitiva sobre os membros indefesos se torna mais agravante.

Não obstante, convém ressaltar os efeitos e perigos sobre os jovens e adolescentes. Segundo Adolf Hitler, “Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir.” Para o Nazista, o domínio necessita possuir influência suficiente com intenção de obter o que deseja. Assim, a persuasão acentuada sobre as crianças prejudica de forma profunda em seu desenvolvimento, em que apresenta os sintomas da Síndrome de Alienação Parental- baixa- autoestima, agressividade, tristeza, decadência do rendimento escolar, ansiedade, crises de pânico e até depressão.

Portanto, devido aos altos riscos presentes em distúrbios psicológicos fica evidente a urgência em medidas interventoras. Logo, é dever do Estado, em conjuntura com o Ministério da Justiça, o aprimoramento de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, por meio de denúncias acolhidas pelo sistema de ensino, a fim de restaurar a integridade juvenil. Ademais, as prefeituras, em associação com as escolas, precisam criar campanhas e palestras públicas, com auxílio de psicólogos, para que possam assumir a responsabilidade sobre a problemática.